sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Abre a porta

Porque não me respondes se sei que estás aí? Debruçado no ostracismo de sempre, lendo livros, embora sempre ausente. Tua mente desocupada nem assim se preenche.
Que prisão é essa, rude, turvelhinho de emoções confusas, nada muda esta cara carrancuda, este corpo tão pesado.
Vê,  te trouxe um café bem passado, percebe o aroma, relaxa a alma, desencana. Vive querido, vive. Para que fazer tantas perguntas para á vida. Não há respostas, apenas vive.
Deixa que eu te leve, a andar pelo mar, descalça teus pés,eu tenho a chave das correntes, que pode libertar um pouco tua cabeça, oca, louca. Deixa que eu entre, deixa que eu entre....

Para não doer

Que atrevimento o meu, ousei  te dizer não, jorrando palavras sem sentido, fazendo-te crer que a minha prioridade era algo superior a ti.
E, tu tolo de sempre, acreditavas sem contestar.
Para nao doer mais, aparei  arestas, bebendo da fonte do teu toque suave. 
Enquanto dedilhava com um desdém inexistente, o teclado   me olhava. 
A cada pancada que meus dedos batiam o alfabeto ali aberto aceitava. 
Boquiaberto   concordavas. 
Mas, tu  nao vias, meu rosto alterado, minha boca sangrava pela força  com que meus dentes mordiam meus lábios, para impedir, de vomitar a palavra amor!!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Boneca

Menina travessa, corre a rua, pernas finas, olhar de boneca.Cabelo macio, menina sapeca.Corre atrás da bola, sorriso bonito, vestido florido, chinelo  cor de  rosa, nos pés pequenos....pureza de anjo,retrata a linda manhã de sol!!!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dias

Tem dias, que acordo assim, pelo avesso, vejo tudo como espelho de circo. tudo tão distorcido. Mas, qual é a realidade? A do espelho? Fico presa na parte do certo, do redondo, de tudo que a sociedade impoe,daquilo que eu não sou, Então eu sofro, mas sofro muito.
Como sou o avesso, reviro meu pensamento e me salvo de mim. A desculpa é sempre a mesma, estou cansada ...é isso.

Andando

Segura dentro do quadrado, ando de um lado ao outro, antes tivesse coragem, de exercitar o cálculo, para acertar em cheio, a forma da saida.

Voar

Num voo rasante, meu coração assustado continuava, na brincadeira perigosa do pássaro do lado. Ele alternava o voo, voava alto como se fosse, sair fora da esfera. Eu, num esforço supremo o alcançava.
Ali, estabilizava a sensação de voar juntos. Em um segundo, ele me olhava e descia vertiginosamente, numa queda livre, e sem pensar eu caia com ele. Um outro pássaro, vendo a dança da morte, juntou suas asas na minha, estabilizando-me a consciência, fez descer-me num lugar seguro.
Pousando, refleti. Nem para cima, nem para baixo, ele não decidiria mais. Eu não o seguiria.
Batendo suas asas fortes, ficou frente a frente comigo, seus olhos de rapina, já não me perturbavam mais.
Silenciosa voei só!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Sol

E, o sol chegara de diferente  forma aquela manha, tocara o rosto esqualido e pálido, dando vida aquele ser. Sentada no mesmo banco, fez um sorriso cadaverico,naquele rosto outrora esplendoroso. E, o céu por inteiro rasgou-se em nuvens, que desenhara a palavra amor.