quinta-feira, 21 de julho de 2011

Meu Botequim

....o encontro comigo... aconteceu no botequim, o primeiro.
Jamais tinha entrado, num lugar assim, entrei assustada, algumas pessoas me observaram logo na entrada, outras com certeza nem notaram, jogavam cantavam, comiam uns pasteis estranhos , quero dizer, uma forma sem forma, mas sim eram pasteis.
Sentei, em um banco bem no fundo do botequim, um cara ao lado, tocava com destreza uma batucada na mesa, entre a mão com a cerveja,e a outra com seu cigarro, já meio apagado, ria semi desdentado, porque ele sabia, a musica batida era pura alegria, todos no botequim começavam a cantar.
Pensei de cara, amigos de todo dia....
Pedi uma cerveja preta...nunca fui muito de beber, mas confesso, minha boca salivou,bebi uma, duas perdi a conta.
Me percebi sentada na mesa ao lado , já sem o salto alto, batucando na mesa, do cara muito alegre...gente fina eu gritava....fiquei tão á vontade. Entravam pessoas que eu observava, e outras talvez...eu nem sei.O botequim encheu, o dono um cara alto, ele que fazia o tal pastel sem forma, me olhava...lançando um olhar sedutor.
Gostei, ah e como...gostei, nessa noite fiz amigos, ria muito, quando olhei para rua...amanhecera...busquei meus sapatos, paguei a conta, e ainda um tanto ébria, saí feliz daquele lugar. Antes de cruzar a porta, perguntei... Sexta tem mais? Cairão todos na risada, entendi assim logo de cara...simmm....
Voltando para casa, recuperando a razão, que era dura e feia, prometi a mim mesma. Vou voltar na sexta ao botequim!!!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Normandia

Como poderia viver ali, fugira de Mont Saint-Michael, costa da Normandia, pelo medo da extrema  religiosidade....que mantinha longe, quem precisava entrar e orar!
Hoje patrimonio do mundo...outrora medo....

domingo, 17 de julho de 2011

Canoa furada

Existia uma canoa, ao lado do rio, não percebi que era furada...embarquei. Conforme o barco  navegava, muita água entrava, na vontade extrema, de salvar o barco, enchia a mão em concha, e devolvia ao rio...não sabia nadar. 
Mas, sabia boiar...pulei!!!

sábado, 16 de julho de 2011

Verbo

Conjugar o verbo perder por opçâo,é similar a nunca chegar a ser alguém....repetir os mesmos atos.
Assistir os outros irem, embriagando-se do engano. Mais, triste explicava a velha...de narinas inchadas, os jovens ouviam atentos, mas dentre eles, um alheio acenava, olhando atráves da janela, aos que perderam a jornada...juntara-se a eles.
A velha cansada...dirigiu-se a porta da sala, abrindo-a, lhe convidou a sair. Ela desistira...entregou-o a seu pai. O qual sem emoçâo alguma, enquanto sovina...sorria feliz.
Quanta economia...pensava a avarenta criatura!!!

domingo, 10 de julho de 2011

Prazer..

Quanto vale uma paixão,nunca niguém soube, quem vai pesar uma paixao.
Se a dor vai ser maior que o prazer...

De volta...

Um barulho de chuva lá fora. O vento assobiando pelas árvores, e eu sentada nesta poltrona  tão antiga ,observo a noite  escura, a tempestade que se abate. Eu não digo que não tenho medo, porque neste exato momento eu me pego a pensar, viajo á lugares da minha vida, os quais eu preferia esquecer , mas não posso.
Tudo vêm quando... a tempestade vêm. Os carros passam, e eu aqui olhando.
A vidraça parece que chora, porque o vento toca toda água na janela, as gotas correm como choro, como o  choro da minha alma... lá adiante vejo um ponto de luz.
Aqui há tanta escuridão, mal posso enxergar a casa em frente, onde eu vejo a familia  reunida tão tranquila.
É, a tempestade sempre fez isso comigo,  sempre me deixou muito triste.  A tempestadade  faz-me recordar, coisas que eu gostaria de esquecer. A tempestade sempre foi tão escura...tão escura.
Mesmo, que eu ficasse sentada á beira da lareira, mesmo que  não estivesse olhando através desta vidraça,
  mesmo que estivesse numa grande festa rodeada de milhares de pessoas,  eu ainda   estaria assim presa...presa.
Presa nos elos  do passado, na névoa escura, porque a tempestadade me fez assim. Ela mexe comigo, com a minha solidão. Vou abrir esta porta, correr... pegar o primeiro trem, jogar-me dentro do vagão, descer no final da estação.
Vou sair da estrada da vida, vou de volta ao fim, talvez eu encontre o..inicio...o incio.

Nem

Estas nuances na minha mente....
Ferem de morte meu raciocínio, tem momentos que eu penso quente...outros eu nem sinto...