A mais nova vai ao encontro da outra...um pouco mais velha.
Sentada na cadeira branca, embaixo da arvore acolhedora...ela espera.
A mais velha tão fragil...
Caminha...
Passos lerdos.
No soutien, embaixo da cava blusa um nó.
Desata o nó arruma, quase grita a mais nova. Misto de sentimentos.
Foi pro ralo a mágoa!
Olha a árvore amarela lá fora, há tanta beleza nela...repete ela a mais velha!
Nó na garganta da outra, tão similar se faz a história.
Resgata a alma ferida... e vai embora!
Leva o choro contido, leva história de vida que se repete... fica mexido o sentido da vida!
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
Tu
E, quando vi tu sorria timidamente para mim.
Deste jeito
Sem jeito
Jeito só teu...
E, eu sorria assim... assim para ti...
Sem jeito, do meu jeito!
Deste jeito
Sem jeito
Jeito só teu...
E, eu sorria assim... assim para ti...
Sem jeito, do meu jeito!
Estranho....Ser!
Tempo num vácuo!
Vibra o sangue da mulher embebida no sonho.
Ah... jogo de sorte
Ah... jogo de azar
Bacara!!!
Vibra o sangue da mulher embebida no sonho.
Ah... jogo de sorte
Ah... jogo de azar
Bacara!!!
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Aroma
Amante ousada, bate na cara do seu cara, boca desenhada, cheiro de aroma barato.
Arrebatada, é levada por ele para alcova,
Delirios....
Suas pernas se abrem, ele a penetra,
Sua respiração é forte, e ele a beija.
Desce os lábios pela nuca lisa,
mãos que se entrelaçam,
olhos se fixam,
beijos que emudecem.
Suspiros....
A Neve e ela
Da província distante e fria, a mulher olha de sua janela, onde antes corria o lago azul,
hoje é só neve branca.
Branca, quase queima a retina ...
Branca como a fumaça que saí pela chaminé.
Fogão arde em brasa viva, esquentando o café.
Olha rápido por toda extensão, dirigi-se à cozinha com jeito apressado, serve na caneca sem cor ,
O negro café, quente, acolhedor!
Bem ali, quase perto da janela, a banheira de pés torneados.
Branca...a banheira branca, tudo num raio imenso é branco, os pinheiros parecem desenhos... brancos.
A lareira acessa.
Vermelha...Crepitando.
A chaleira em suas mãos, ela abre o casaco que cobre o corpo nú.
Não há frio ali dentro, derrama a fervente água e delicadamente, primeiro um pé, depois o outro,
E então mergulha o corpo por inteiro, seus cabelos fazem desenhos sob água.
A mulher agora canta, suas musicas antigas, doces lembranças.
Suas mãos leves ensaboam seu corpo...
Abre o frasco de seu perfume, e o derruba por inteiro... parece um ato de ira!
Aconchega a cabeça, na parte retangular da banheira, estica a mão, pega o livro e começa a ler.
Devora...
Feito felino,
Devora...
Feito inverno queimando as folhas,
Devora...
Feito caçador, no abate da ave inocente que sobrevoa o céu.
Devora....
A ultima pagina.
Mergulha suspendendo a respiração.
Lá fora, tudo é branco, ainda é branco!
hoje é só neve branca.
Branca, quase queima a retina ...
Branca como a fumaça que saí pela chaminé.
Fogão arde em brasa viva, esquentando o café.
Olha rápido por toda extensão, dirigi-se à cozinha com jeito apressado, serve na caneca sem cor ,
O negro café, quente, acolhedor!
Bem ali, quase perto da janela, a banheira de pés torneados.
Branca...a banheira branca, tudo num raio imenso é branco, os pinheiros parecem desenhos... brancos.
A lareira acessa.
Vermelha...Crepitando.
A chaleira em suas mãos, ela abre o casaco que cobre o corpo nú.
Não há frio ali dentro, derrama a fervente água e delicadamente, primeiro um pé, depois o outro,
E então mergulha o corpo por inteiro, seus cabelos fazem desenhos sob água.
A mulher agora canta, suas musicas antigas, doces lembranças.
Suas mãos leves ensaboam seu corpo...
Abre o frasco de seu perfume, e o derruba por inteiro... parece um ato de ira!
Aconchega a cabeça, na parte retangular da banheira, estica a mão, pega o livro e começa a ler.
Devora...
Feito felino,
Devora...
Feito inverno queimando as folhas,
Devora...
Feito caçador, no abate da ave inocente que sobrevoa o céu.
Devora....
A ultima pagina.
Mergulha suspendendo a respiração.
Lá fora, tudo é branco, ainda é branco!
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
De um salto
Na cama, a mulher observava, no canto de sua boca a umidade de gosto estranho,
não tinha cheiro de sangue, mas podia ver... o vermelho, através do velho espelho manchado.
Não fez um gesto, não gritou, não chorou, pegou a taça e entornou o resto do que sobrou.
Quem estava ali?
Ah, isso já não importava, a grana esta sob o criado mudo, sujo imundo, cupinzado.
Levantou de um salto, passou o dedo na boca, molhado de saliva, apagou o sangue... a marca, o sangue...
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
O jornal
A noticia corria solta pela velha e antiga cidadezinha, terra de amizades profundas,
de amores escondidos, de pescarias, de mulheres confeiteiras, de crianças puras.
Terra de rio claro, de pedras lisas e perigosas, terra de fé.
Terra de risos, de mãos acolhedoras, de longevidade.
Terra de tempos bons e ruins...
O velho jornal era antigo, a manchete dizia claramente: Corram para igreja, os viajantes da cidade se aproximam, portam consigo promessas.
Mas, não se assustem os muros do lado de cá, são intransponíveis.
Em caso de dúvida venham rezar....
O jornal era antigo... desses bem amarelados, o editor era um antigo morador,
de volta na cidade...o velho ria bem humorado!!!
de amores escondidos, de pescarias, de mulheres confeiteiras, de crianças puras.
Terra de rio claro, de pedras lisas e perigosas, terra de fé.
Terra de risos, de mãos acolhedoras, de longevidade.
Terra de tempos bons e ruins...
O velho jornal era antigo, a manchete dizia claramente: Corram para igreja, os viajantes da cidade se aproximam, portam consigo promessas.
Mas, não se assustem os muros do lado de cá, são intransponíveis.
Em caso de dúvida venham rezar....
O jornal era antigo... desses bem amarelados, o editor era um antigo morador,
de volta na cidade...o velho ria bem humorado!!!
Assinar:
Postagens (Atom)