No lugar vazio, cheirando a mofo, despida de tudo.
Nua, frágil e linda, ela continua costurando o vestido branco... terrívelmente branco.
Sentada diante a desumana máquina de costura, ela determinada, emenda e remenda como se pudesse alterar a rota...ele partira cedo levando consigo o segredo.
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Rasgou
Rasgou a noite, a mão que mata.
Rasgou a alma, que liberta.
Rasgou o bilhete de informação.
Rasgou rindo a madrugada, sem exigir nada.
Rasgou o jornal.
Rasgou a roupa da depravada.
Rasgou o riso na cara lavada!
Rasgou a alma, que liberta.
Rasgou o bilhete de informação.
Rasgou rindo a madrugada, sem exigir nada.
Rasgou o jornal.
Rasgou a roupa da depravada.
Rasgou o riso na cara lavada!
Relógio
Corre anda, mas que lerdo são teus passos.
Me aborreço e daqui a pouco eu não faço.
Deixo no teu nado, no rio turbulento quase parado, no traço cinza, que desenhou para ti.
Que descompasso, que tenho com isso.
Relógio parado, dois tempos.... dois traçados.
Me aborreço e daqui a pouco eu não faço.
Deixo no teu nado, no rio turbulento quase parado, no traço cinza, que desenhou para ti.
Que descompasso, que tenho com isso.
Relógio parado, dois tempos.... dois traçados.
Lá
Lá... tinha um poço, desses artesiano.
Guardava água potável... gelada.
Num piscar içada foi a corda, o balde subiu vazio.
Nem morta foi a sede, garganta na seca.
Engoli assim, o que suponha que descia um caminho....quase natural.
Guardava água potável... gelada.
Num piscar içada foi a corda, o balde subiu vazio.
Nem morta foi a sede, garganta na seca.
Engoli assim, o que suponha que descia um caminho....quase natural.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Retirei
Remexi nas gavetas, limpei!
Tirei as velhas meias furadas....descartei!
Gavetas mofadas, manchadas, retratrava o inverno, com traçado de inferno...antigo!
Removido mofo, perguntei pelo Sol, que já pairava sobre mim há muito.
A resposta era de um tempo fechado, nublado, cinza.
Clima do outro... tempo pesado.
Enquanto leve, dou como terminada a faxina!!!
Tirei as velhas meias furadas....descartei!
Gavetas mofadas, manchadas, retratrava o inverno, com traçado de inferno...antigo!
Removido mofo, perguntei pelo Sol, que já pairava sobre mim há muito.
A resposta era de um tempo fechado, nublado, cinza.
Clima do outro... tempo pesado.
Enquanto leve, dou como terminada a faxina!!!
terça-feira, 16 de julho de 2013
Corina
A multidão aplaude, quando a cortina abre, e ali esta Corina moça generosa, moça fina.
Dedos longos e treinados, dedilhando o piano... tirando sons encantados.
Ali Corina, moça fina tocava, mergulhada em si.
Dedos longos e treinados, dedilhando o piano... tirando sons encantados.
Ali Corina, moça fina tocava, mergulhada em si.
Caminhada
Andou pela madrugada, sem cansaço, sem nada, andou como um andarilho pecador.
Vielas escuras, luzes nulas, escadas quebradas na ponta da descida da calçada.
Garrafas vazias fazendo desenho no chão.
O cara deitado no velho papelão, no chão... no chão.
Pernas cansadas, sem fala, sem nada, sem transpiração.
Quadro escuro!
Pedra de sabão... quase me leva para o chão.
Sem sonho, sem medo, devastada missão.
Acabou a madrugada, lua semi assanhada indo embora.
Melhor correr.
O sol com a boca escancarada vomita brilho que cega, preciso correr, deitar na cama e não ver.
Vielas escuras, luzes nulas, escadas quebradas na ponta da descida da calçada.
Garrafas vazias fazendo desenho no chão.
O cara deitado no velho papelão, no chão... no chão.
Pernas cansadas, sem fala, sem nada, sem transpiração.
Quadro escuro!
Pedra de sabão... quase me leva para o chão.
Sem sonho, sem medo, devastada missão.
Acabou a madrugada, lua semi assanhada indo embora.
Melhor correr.
O sol com a boca escancarada vomita brilho que cega, preciso correr, deitar na cama e não ver.
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