Rasgou a noite, a mão que mata.
Rasgou a alma, que liberta.
Rasgou o bilhete de informação.
Rasgou rindo a madrugada, sem exigir nada.
Rasgou o jornal.
Rasgou a roupa da depravada.
Rasgou o riso na cara lavada!
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Relógio
Corre anda, mas que lerdo são teus passos.
Me aborreço e daqui a pouco eu não faço.
Deixo no teu nado, no rio turbulento quase parado, no traço cinza, que desenhou para ti.
Que descompasso, que tenho com isso.
Relógio parado, dois tempos.... dois traçados.
Me aborreço e daqui a pouco eu não faço.
Deixo no teu nado, no rio turbulento quase parado, no traço cinza, que desenhou para ti.
Que descompasso, que tenho com isso.
Relógio parado, dois tempos.... dois traçados.
Lá
Lá... tinha um poço, desses artesiano.
Guardava água potável... gelada.
Num piscar içada foi a corda, o balde subiu vazio.
Nem morta foi a sede, garganta na seca.
Engoli assim, o que suponha que descia um caminho....quase natural.
Guardava água potável... gelada.
Num piscar içada foi a corda, o balde subiu vazio.
Nem morta foi a sede, garganta na seca.
Engoli assim, o que suponha que descia um caminho....quase natural.
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Retirei
Remexi nas gavetas, limpei!
Tirei as velhas meias furadas....descartei!
Gavetas mofadas, manchadas, retratrava o inverno, com traçado de inferno...antigo!
Removido mofo, perguntei pelo Sol, que já pairava sobre mim há muito.
A resposta era de um tempo fechado, nublado, cinza.
Clima do outro... tempo pesado.
Enquanto leve, dou como terminada a faxina!!!
Tirei as velhas meias furadas....descartei!
Gavetas mofadas, manchadas, retratrava o inverno, com traçado de inferno...antigo!
Removido mofo, perguntei pelo Sol, que já pairava sobre mim há muito.
A resposta era de um tempo fechado, nublado, cinza.
Clima do outro... tempo pesado.
Enquanto leve, dou como terminada a faxina!!!
terça-feira, 16 de julho de 2013
Corina
A multidão aplaude, quando a cortina abre, e ali esta Corina moça generosa, moça fina.
Dedos longos e treinados, dedilhando o piano... tirando sons encantados.
Ali Corina, moça fina tocava, mergulhada em si.
Dedos longos e treinados, dedilhando o piano... tirando sons encantados.
Ali Corina, moça fina tocava, mergulhada em si.
Caminhada
Andou pela madrugada, sem cansaço, sem nada, andou como um andarilho pecador.
Vielas escuras, luzes nulas, escadas quebradas na ponta da descida da calçada.
Garrafas vazias fazendo desenho no chão.
O cara deitado no velho papelão, no chão... no chão.
Pernas cansadas, sem fala, sem nada, sem transpiração.
Quadro escuro!
Pedra de sabão... quase me leva para o chão.
Sem sonho, sem medo, devastada missão.
Acabou a madrugada, lua semi assanhada indo embora.
Melhor correr.
O sol com a boca escancarada vomita brilho que cega, preciso correr, deitar na cama e não ver.
Vielas escuras, luzes nulas, escadas quebradas na ponta da descida da calçada.
Garrafas vazias fazendo desenho no chão.
O cara deitado no velho papelão, no chão... no chão.
Pernas cansadas, sem fala, sem nada, sem transpiração.
Quadro escuro!
Pedra de sabão... quase me leva para o chão.
Sem sonho, sem medo, devastada missão.
Acabou a madrugada, lua semi assanhada indo embora.
Melhor correr.
O sol com a boca escancarada vomita brilho que cega, preciso correr, deitar na cama e não ver.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Roda Gigante... Trinda!
Faltaram gestos, palavras e presenças.
Ficaram culpas, mágoas e ressentimentos.
Sobrou a dúvida do inquieto amor não consumido.
A cada encontro trazido pelas mãos do acaso, a alegria e o constrangimento
esgueiravam-se à sombra dessas lembranças.
E a vida foi passando, vivida na busca da felicidade dos caminho de cada um.
E como uma roda gigante, a vida deu voltas para voltar ao mesmo lugar.
Voltamos ao ponto de partida ou ruptura, sei lá.
Não somos mais os mesmos estamos diferentes...melhores.
E a vida vai passar, vivida já sem as marcas do que sobrou, faltou ou ficou para trás.
(julho2013)
Ficaram culpas, mágoas e ressentimentos.
Sobrou a dúvida do inquieto amor não consumido.
A cada encontro trazido pelas mãos do acaso, a alegria e o constrangimento
esgueiravam-se à sombra dessas lembranças.
E a vida foi passando, vivida na busca da felicidade dos caminho de cada um.
E como uma roda gigante, a vida deu voltas para voltar ao mesmo lugar.
Voltamos ao ponto de partida ou ruptura, sei lá.
Não somos mais os mesmos estamos diferentes...melhores.
E a vida vai passar, vivida já sem as marcas do que sobrou, faltou ou ficou para trás.
(julho2013)
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