sexta-feira, 12 de julho de 2013

Curva

Freiou, parou.... pensou e andou.
Na esquina notou  a curva.
 Servia...
 Subiu na lambreta e acelerou.
Já não é o mesmo caminho, a estrada melhorou, não tem pedra com ponta, tem declive natural... 

Laço

Que belo laço de fita, carrega a menina.
Vestido colorido, sapatinho de tira, perna de saracura, pula e agita com intensa  alegria.
 Brinca e ri, sózinha!
O garotinho que joga bola, olha disfarçado... ri do jeito dela , virando o rosto de lado, pra que os amiguinhos não percebam. Que o jogo, fica mais engraçado!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Sem perceber

Nem corda, nem caçamba.
 Nem queijo com marmelada.
Nem pimenta, não apimenta.
Sem rumores, sem palmas, sem conversa fiada.
Afiada...
Sem promessa.
Sem fraqueza, sem choro ou tristeza.
Sem risadas atrolhadas, na graça sem graça da vã pìada.
Sem comparações indevidas, sem adúlterio nesse caso que nem é serio.
Sem deslizes.
Sem calçadas molhadas.
Sem poças de lágrimas.
Somente o lado quente, lado a lado... eu e tu sem passado.
Quem sabe assim...talvez assim ... e só assim.
Sem perceber, renasça flor tímido amor.
Agora... sem dor!

Breve

Corpo quente, suado desnudo e malcriado!
 Pele que não respeita, que arrepia.
 Desloca emoção da lógica para o coração.
Boca que se entrega, ao lábio doce do teu beijo de mel...
Sob teu jugo breve, meu olhar fica preso como abelha no mel.
E, pensar pra que...hoje é domingo!

Como devia de ser?

Enquanto aguardava o tempo limpar lá fora, azeda, dura, triste e frágil, ela  permanecia oscilante. O lado obscuro, burro e doente, usava lente escura. Corda fina que balançava seu peso,  sustentava  o cansaço, bravamente. Pela manhã ela pensava, escondida entre as paredes nude, nuas, do velho e apertado aposento, que estaria livre ao anoitecer...e  a noite chegava mansa, demorada. Ela respirava aliviada...  por pouco tempo.

 Enquanto aguardava o tempo limpar lá fora...

   

quarta-feira, 3 de julho de 2013

O sal

O sal, o sol, a chuva, o vento, o frio.
A tua boca ...ah a tua boca quente, levemente tocando a minha.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O encontro....

Lá estava a moça, depois do jogo poético da escrita, em presença por fim. 
E, tinha um estar a vontade meio inibidor, creio que por parte dela...
 É, por parte dela!
Há que beleza aquela parede, coberta de partituras, desenho da alma do artista. 
Enquanto ele se deslocava  pelo seu espaço, com seus pés descalços num contato total, liberal. 
Ela olhava, sua maneira leve se ser...
Sentada na sala, observava a cor vermelha, que vibrava pelo lugar.
O piano embora fechado, por segundos ela jurava ouvir som sair de dentro dele.
 Ah, aquele olhar...
Olhos desses, que parece ser de mel, que intriga, faz a pessoa querer mergulhar.
A moça desacostumada, com visitas da madrugada, apressou a saida...mesmo querendo ficar.
Enquanto Nana Caymmi, cantava suave pelo antigo vinil.
Deu um pulo a desavisada, como um gato, e quase fugiu do  abraço, quente e gostoso...