terça-feira, 1 de janeiro de 2013

A luz

A música corria solta, pelas ruas daquela vila.
Só faltava a coragem... coragem, é uma dama selvagem.
Ela ficou ali parada, feito poste na calçada com a iluminação daquela cor amarelada.
Sabe amarelada?
Quando a gente vai dirigindo pela estrada, entre um ou mais quilometros, lá ao longe, há sempre uma casa...
lá cima,
ah, tem sempre uma lâmpada acessa, mas que cor triste, esta cor amarelada.
A moça ficou ali parada, e quanto á musica... Coragem dama Selvagem!

Invasiva

Tarde nebulosa, vivia a criatura.
 E, não somente mais um dia, era assim toda a sua vida.
Cinza cor do concreto, aquele que sela os corpos nos vãos, das paredes frias, casas de corpos, esqueletos sem sopro...tszszszszs, se foi o ar da vida.
E, quis então submeter o silêncio absurdo, cerrou  as mãos, esmurrou os muros.
 Rastro de sangue, pelas paredes...cinza.
 Cinza, cor da dor da alma aflita.
A dor só ela sentia, a invadida criatura.
Ouve-se o som, entram no salão, as mesmas  abusivas criaturas.
Posta o sorriso amarelo, encena o contrário.
Tardes nebulosas, vivia sempre a criatura...

domingo, 9 de dezembro de 2012

Nada mudou

De lá pra cá nada mudou. Eu continuo a jornada da procura.
 Ora faça o favor!
De que me adianta o amor.
Tantas bocas eu beijei, tantas mãos eu afaguei, tantos risos bobos eu deixei pintado em meu rosto.
Quantas frases eu disse, sem querer dizer.
 E, rolei em camas outras, com vontade de fugir. Cheiros diferentes, mudos e falantes. Amantes, apaixonados, e eu nem liguei.
A culpa é sua, vem lá do passado gelo cravado, na caverna escura que minha mente se transformou!
Hein... e você está bem?

Normal

Eu nem sei se é normal, sentir que  ás vezes não sei quem sou.
Eu penso, em uma ou outra reflexão, para não enlouquecer,  que estas  coisas confusas,  fazem parte do Ser.
 Eu me sinto fora do rumo... fora deste mundo.
Vou e volto.
 Eu até me enturmo!

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Nada

Tem dias que fico assim parado, acho que to machucado.
Tem dias que eu freio a mente.
Tem dias que penso demais.
Tem dias que tenho vontade de sair, sózinho por aí.
Tem dias que fico cinza...
Tem dias que fico frente ao volante, sem saber para onde ir.
Tem dias que eu perco o sentido das coisas.
Tem dias que... bem tem dias que sumo dentro de mim.

Leviana

Leviana caminha anda...
Leviana... vai corre atrás do outro.
Ele nem te vê.
 Nem sabe a cor dos teus olhos, não sente o gosto doce da tua lingua no beijo mais profundo.
Vai anda leviana...
 O outro nem sequer sabe como vai teu interior seco.
 Ele,  o outro nem sabe se tu choras.
Ele,  o outro só quer o meio de tuas pernas.
Eu me importo com teu olhar perdido, com teu silêncio  depois. Que inferno é te amar!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Pudor

Cobre a cara menina, não tem vergonha, nem se torna anônima.
Mostra os peitos grandes, a boca é uma afronta.
As coxas grossas, andam debochadas e torneadas.
No short curto, eu quase vejo tudo!
Verão... é culpa do calor esta tua falta de pudor, que me delicia a mente.
Para falar a verdade e bem baixinho...tua apârência me apraz.