Sou aquela, tenho a mania de viajar. Ando de lugar em lugar.
Tenho anseios, olha a mala....tem quase nada dentro dela.
Eu procuro, procuro e não acho, o que preencha o vácuo que há em mim.
Eu nem sei quem sou!
Ah, não se importe, eu já nasci assim, sempre procurando algo dentro de mim.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
domingo, 8 de abril de 2012
Menina
Assim descalça, a chuva lava minha alma. Eu menina, brincando na chuva, desfaço medos. Sinto frescor bater no rosto, nem importa, se estou sózinha!!!
Mar, nós
Amor, frenesi, mar tocando em ti... em mim.
Braços, que se enlançam na doce dança das ondas.
Bocas que se encaixam, respirando uma para outra.
Noite, baile da lua, ternura doce euroria, meu bem como eu amo você!!
Braços, que se enlançam na doce dança das ondas.
Bocas que se encaixam, respirando uma para outra.
Noite, baile da lua, ternura doce euroria, meu bem como eu amo você!!
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Pequena
Quando era pequena, eu pensei tantas coisas. Eu achava que tudo seria encanto, minha familia para sempre viveria.
Casaria num vestido branco aqueles de princesa, eu amaria.
Manteria meu diário, teria filhos sorridentes.
Viveria assim para sempre...relampiou!!!
Casaria num vestido branco aqueles de princesa, eu amaria.
Manteria meu diário, teria filhos sorridentes.
Viveria assim para sempre...relampiou!!!
zommmm
Roda tão rápido a roda da vida, que quase nem noto a atrevida deixando marcas como se fosse feridas, nos cantos dos olhos , na boca outrora soberba.
Tão desumana esta roda gira, que freneticamente de mim era tira, a cada dia, e todo dia, a capacidade de entender a mudança.
Se ela andasse mais lenta...lenta.
Se a roda trancasse? No tempo parasse?
Vou trapacear, vou partir antes dela girar.
Tão desumana esta roda gira, que freneticamente de mim era tira, a cada dia, e todo dia, a capacidade de entender a mudança.
Se ela andasse mais lenta...lenta.
Se a roda trancasse? No tempo parasse?
Vou trapacear, vou partir antes dela girar.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Dias livres
Vi teu olhar hoje cravado em mim. Te sabotei.
Fui embora e te deixei ali, parado.
Pensa que segunda é dia alforria?
Fica com todo teu tempo, teus dias livres, tardes e manhãs.
Já não me serve, tua agenda com dias e horas determindas.
Já não me atrae teu olhar, o peso do teu corpo sobre meu corpo...quer saber?
Me cansa demais.
Eu não suportava tua saída sempre apressada, teu perfume sem nome, tua mão depois do sexo....se fazia caridosa.
Ora vá se danar!!!
Fui embora e te deixei ali, parado.
Pensa que segunda é dia alforria?
Fica com todo teu tempo, teus dias livres, tardes e manhãs.
Já não me serve, tua agenda com dias e horas determindas.
Já não me atrae teu olhar, o peso do teu corpo sobre meu corpo...quer saber?
Me cansa demais.
Eu não suportava tua saída sempre apressada, teu perfume sem nome, tua mão depois do sexo....se fazia caridosa.
Ora vá se danar!!!
terça-feira, 3 de abril de 2012
A mulher
A mulher que morava ao lado, vivia corroída pela aflição.
A outra da casa vizinha, por anos observara a devastação causada pela solidão, desamor, pancadas sofrida...pela mulher da casa ao lado.
Seus filhos iam e voltavam, o etílico corria solto, na casa da mulher do lado.
Gritos, pedidos inúteis de socorro.
Ah, isso era tão desumano.
Que rebentasse então o coração, que sangrasse pelos poros, talvez ela a mulher da casa ao lado, se libertasse.
O carrasco nunca enxerga a dor!!!
Um dia assim, pega de surpresa, viu a mulher da casa ao lado, frente a sua janela, entre olhares cúmplices, silenciosos, altamente audíveis.
Mas, que paradoxo...elas se entenderam.
Entre as duas, nasceria o segredo.
A gasolina, os pneus velhos,
era para não haver chances, nem de relance do erro acontecer.
A mulher da casa ao lado entrou, seguida pela outra, deitou em sua cama cobertas de trapos. Deu-lhe a unica ordem de toda sua triste vida, sorrindo disse: Molhe tudo, ateie fogo, livra-me.
Em seu rosto havia um sorriso de gratidão.
A outra, a que sempre observava, sem hesitação pôs fogo na dor. Labaredas altas, ergueram-se, queimando a velha casa até o fim. Cabisbaixa, andando lenta, pegou uma flor... e jogou sobre as cinzas que restaram, da vida da mulher da casa do lado.
Acabou!!!
A outra da casa vizinha, por anos observara a devastação causada pela solidão, desamor, pancadas sofrida...pela mulher da casa ao lado.
Seus filhos iam e voltavam, o etílico corria solto, na casa da mulher do lado.
Gritos, pedidos inúteis de socorro.
Ah, isso era tão desumano.
Que rebentasse então o coração, que sangrasse pelos poros, talvez ela a mulher da casa ao lado, se libertasse.
O carrasco nunca enxerga a dor!!!
Um dia assim, pega de surpresa, viu a mulher da casa ao lado, frente a sua janela, entre olhares cúmplices, silenciosos, altamente audíveis.
Mas, que paradoxo...elas se entenderam.
Entre as duas, nasceria o segredo.
A gasolina, os pneus velhos,
era para não haver chances, nem de relance do erro acontecer.
A mulher da casa ao lado entrou, seguida pela outra, deitou em sua cama cobertas de trapos. Deu-lhe a unica ordem de toda sua triste vida, sorrindo disse: Molhe tudo, ateie fogo, livra-me.
Em seu rosto havia um sorriso de gratidão.
A outra, a que sempre observava, sem hesitação pôs fogo na dor. Labaredas altas, ergueram-se, queimando a velha casa até o fim. Cabisbaixa, andando lenta, pegou uma flor... e jogou sobre as cinzas que restaram, da vida da mulher da casa do lado.
Acabou!!!
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