domingo, 3 de abril de 2016

Tonta

Labirinto do queijo
Nem rato, nem duendes
Mordo minha fatia
Demarco terreno
Vou e volto
Ando meio tonta
Mas, sempre me acho

Sonhos..

Tinha sonhos por todos os lados
Dentro de mim eu tinha todos
Fora de mim os sonhos tomavam forma
Ao acaso se realizavam,  numa construção vagarosa
Eu tinha presa
Os sonhos não!

Aba

Ele deu uma quebrada no chapéu, lustrou o pisante
Ergueu a cabeça e foi disfarçado de amante
Ela prendeu os cabelos, entrou no vestido vermelho
Deixando a visão sensual de seu colo suado
Se fez de dama e gritou:  taxi... taxi
Nas mãos a flor de plastico, passou por ele e acenou
Desceu na mansão escondida, subiu as escadas deixando seu rastro de perfume barato

Frio

Zero grau...
Lareira acessa, aquece a fortaleza que abriga o corpo meu.
Chocolate quente, toca o céu da boca 
Enroscada na coberta, dou uma vacilada... penso em voce. 
Mas, é bem rapidinho, porque logo bebo o vinho, então tomada da leveza que me apraz, fico assim olhando o fogo.
A lenha indo-se aos poucos.
O inverno vem feroz.
Ora, tenho mais o que fazer
Vou consumir linha por linha, pego o livro e vou ler!
(AAita)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Casa comigo

Sem pudor, sem temor, sem medo, a desconhecida afirmou.
Casa comigo!
Ele ri e diz o que?
 Você vai casar comigo, não vê.
Pego de surpresa, ou quase, no meio das loucuras onde alguns não se encaixam.
Ele limitou-se a sorrir...

Cara de feliz

Dezembro entrou de mansinho, nem ligou se eu tinha liberdade  em traçar planos.
Quem se importa!
Dezembro? Claro que não.
 Me enfia goela abaixo a cara feliz, o sim...e não aceita não.
Afinal ele está acabando, competiu com todas estações.
Dezembro quer mesmo botar o pinheiro enfeitar todinho, de quebra o pisca pisca.
Chama a familia?
 Não dá..
Chama a familia, tira fotografia e faz cara de feliz.
Hein, a mesa...
 Que?
 Soca lá o peru, agora Tim Tim.
A guerra e a dor corre feito fogo lá fora!
Estás pensando?
Não ouse, olha a energia negativa.
Assim, isso mesmo agora sorriam diz; XIS

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Corpos

Num gesto de audácia os "inquisidores" disfarçados  supostos senhores da perfeição da  vida
 De forma cruel abateram os meninos inocentes, que andavam sozinhos, coloridos e livres
Corpos caíram, lado a lado formando uma linha, o riso cessou nos jovens alegres
Os "anjos da morte" sujos do vermelho sangue, abateram e riram de forma imunda
Mães gritaram seu choro de dor, o grito ecoou e na multidão fez-se outras Marias/Mães
Erguerem sua voz! 
A vitrine de mortos estava ali, expostos como carnes penduradas no açougue, aqueles frágeis corpos
Permaneceram ali... até que as vozes ergueram-se na união pela paz!