terça-feira, 6 de novembro de 2012

fardo

To andando!
Vou indo assim como posso carregando o fardo pesado, de um corpo já cansado.
Mas, vou brincando sem deixar vácuo, para não afundar no buraco difícil de sair.
Sentado em sua velha poltrona, divagava o ermitão de si...

Cinza

Tem horas que o dia fica cinzento, feito cimento de construção.
 Emparedada no tempo, há medo  de ser enterrada viva...
Cruel pensamento.
Vê a loucura do tempo, espargindo  sem dó alguma, a realidade que assusta!

domingo, 4 de novembro de 2012

Frias

Eu, hoje me dei conta, das mudanças mais frias.
Eu ria mais, saia com frequencia em loucas e belas companhias.
Não havia medo, desemprego, mentiras absurdas.
 Andava de lambreta, ostentava um rabo de cavalo preso num lacinho de poá azul marinho.
Usava  jeans, óculos de gatinho, aquele puxadinho.
Hoje me dei conta....mudanças tão frias!

Finge

Janelas abrem-se todos dias, portas fecham-se todos os dias.
Somente eu deixo aberta a fresta por onde te espio, todos os dias.
E, tu passas de um lado á outro, finge que não vês.
Ando cansada ver minha cama vazia...

Movimento

Segue o curso de meus amores loucos, alento de minha alma!
Já não me importo com o que vem depois, somente com o ritmo do teu corpo quente.
Ah, teus olhos fixos na minha boca... tormento louco, rouco.
Lençois enxarcam!!! 

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

To pensando tanto

To podendo.
 To dentro.
To indo.
To com calma.
To cantando.
To tocando.
 To violando.
To torcendo.
To indeciso.
To aflito.
To sobrevivendo.
To sedento.
To desertando.
Volto pra fila....lá vem o general.

Palavra

Tempo louco, salgado, fere alma, e arde a boca.
 Boca que ama, desama.
Boca fechada!
Morta a língua, sem a palavra.
Se tivesse menos sal... nesta boca. Talvez ardesse menos a vontade de jogar para fora, as letras que formam tantas palavras, que sufocam minha mente.
Eu diria cruamente, sem medo do ridículo que tudo que fiz, não faria...há tanto sal na palavra!!!