Na ponte de pedra
Na trilha do trem
No espaço aéreo
Na gôndola
No campo
No canto
Na esquina
Nas entranhas
Te espero.
Apressa-te...
Antes que eu canse
Que teu ego te coma...te deixando em coma em qualquer esquina.
Te empondera de simplicidade
Porque da tua obra, todos já sabem!
sábado, 21 de janeiro de 2017
Sobre o amor
Eu já pensei bem sobre tudo
Estou novamente no salto alto
Saia justa, boca bem desenhada, cabelo em desalinho
Perfume amadeirado.
Na bolsa uma nova agenda, para anotar novos rumos novos amores.
Na mente a razão, alma aberta para o amor
A dotei o GPS, embora nem sempre o siga...
Eu decido o caminho!
Estou novamente no salto alto
Saia justa, boca bem desenhada, cabelo em desalinho
Perfume amadeirado.
Na bolsa uma nova agenda, para anotar novos rumos novos amores.
Na mente a razão, alma aberta para o amor
A dotei o GPS, embora nem sempre o siga...
Eu decido o caminho!
Não fugi
Fiz a mala
Não fugi
Ficou ali
Com tudo que quis
Não fugi.
A mala porém está ali
Eu fiz a mala com tudo que quis.
Não fugi
Ficou ali
Com tudo que quis
Não fugi.
A mala porém está ali
Eu fiz a mala com tudo que quis.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
No olhar
Sua boca colou-se a minha ele beijou-me eu recebi
Flutuei, até agora eu não sei, eu flutuei
Me larguei sobre colo, estado de mansidão
Nossos olhos ficaram fixos, arrepios percorriam o corpo
Nos bastamos... farto de amor
Flutuei, até agora eu não sei, eu flutuei
Me larguei sobre colo, estado de mansidão
Nossos olhos ficaram fixos, arrepios percorriam o corpo
Nos bastamos... farto de amor
domingo, 3 de abril de 2016
Tonta
Labirinto do queijo
Nem rato, nem duendes
Mordo minha fatia
Demarco terreno
Vou e volto
Ando meio tonta
Mas, sempre me acho
Nem rato, nem duendes
Mordo minha fatia
Demarco terreno
Vou e volto
Ando meio tonta
Mas, sempre me acho
Sonhos..
Tinha sonhos por todos os lados
Dentro de mim eu tinha todos
Fora de mim os sonhos tomavam forma
Ao acaso se realizavam, numa construção vagarosa
Eu tinha presa
Os sonhos não!
Dentro de mim eu tinha todos
Fora de mim os sonhos tomavam forma
Ao acaso se realizavam, numa construção vagarosa
Eu tinha presa
Os sonhos não!
Aba
Ele deu uma quebrada no chapéu, lustrou o pisante
Ergueu a cabeça e foi disfarçado de amante
Ela prendeu os cabelos, entrou no vestido vermelho
Deixando a visão sensual de seu colo suado
Se fez de dama e gritou: taxi... taxi
Nas mãos a flor de plastico, passou por ele e acenou
Desceu na mansão escondida, subiu as escadas deixando seu rastro de perfume barato
Ergueu a cabeça e foi disfarçado de amante
Ela prendeu os cabelos, entrou no vestido vermelho
Deixando a visão sensual de seu colo suado
Se fez de dama e gritou: taxi... taxi
Nas mãos a flor de plastico, passou por ele e acenou
Desceu na mansão escondida, subiu as escadas deixando seu rastro de perfume barato
Frio
Zero grau...
Lareira acessa, aquece a fortaleza que abriga o corpo meu.
Chocolate quente, toca o céu da boca
Enroscada na coberta, dou uma vacilada... penso em voce.
Mas, é bem rapidinho, porque logo bebo o vinho, então tomada da leveza que me apraz, fico assim olhando o fogo.
A lenha indo-se aos poucos.
O inverno vem feroz.
Ora, tenho mais o que fazer
Vou consumir linha por linha, pego o livro e vou ler!
(AAita)
Lareira acessa, aquece a fortaleza que abriga o corpo meu.
Chocolate quente, toca o céu da boca
Enroscada na coberta, dou uma vacilada... penso em voce.
Mas, é bem rapidinho, porque logo bebo o vinho, então tomada da leveza que me apraz, fico assim olhando o fogo.
A lenha indo-se aos poucos.
O inverno vem feroz.
Ora, tenho mais o que fazer
Vou consumir linha por linha, pego o livro e vou ler!
(AAita)
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Casa comigo
Sem pudor, sem temor, sem medo, a desconhecida afirmou.
Casa comigo!
Ele ri e diz o que?
Você vai casar comigo, não vê.
Pego de surpresa, ou quase, no meio das loucuras onde alguns não se encaixam.
Ele limitou-se a sorrir...
Casa comigo!
Ele ri e diz o que?
Você vai casar comigo, não vê.
Pego de surpresa, ou quase, no meio das loucuras onde alguns não se encaixam.
Ele limitou-se a sorrir...
Cara de feliz
Dezembro entrou de mansinho, nem ligou se eu tinha liberdade em traçar planos.
Quem se importa!
Dezembro? Claro que não.
Me enfia goela abaixo a cara feliz, o sim...e não aceita não.
Afinal ele está acabando, competiu com todas estações.
Dezembro quer mesmo botar o pinheiro enfeitar todinho, de quebra o pisca pisca.
Chama a familia?
Não dá..
Chama a familia, tira fotografia e faz cara de feliz.
Hein, a mesa...
Que?
Soca lá o peru, agora Tim Tim.
A guerra e a dor corre feito fogo lá fora!
Estás pensando?
Não ouse, olha a energia negativa.
Assim, isso mesmo agora sorriam diz; XIS
Quem se importa!
Dezembro? Claro que não.
Me enfia goela abaixo a cara feliz, o sim...e não aceita não.
Afinal ele está acabando, competiu com todas estações.
Dezembro quer mesmo botar o pinheiro enfeitar todinho, de quebra o pisca pisca.
Chama a familia?
Não dá..
Chama a familia, tira fotografia e faz cara de feliz.
Hein, a mesa...
Que?
Soca lá o peru, agora Tim Tim.
A guerra e a dor corre feito fogo lá fora!
Estás pensando?
Não ouse, olha a energia negativa.
Assim, isso mesmo agora sorriam diz; XIS
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
Corpos
Num gesto de audácia os "inquisidores" disfarçados supostos senhores da perfeição da vida
De forma cruel abateram os meninos inocentes, que andavam sozinhos, coloridos e livres
Corpos caíram, lado a lado formando uma linha, o riso cessou nos jovens alegres
Os "anjos da morte" sujos do vermelho sangue, abateram e riram de forma imunda
Mães gritaram seu choro de dor, o grito ecoou e na multidão fez-se outras Marias/Mães
Erguerem sua voz!
A vitrine de mortos estava ali, expostos como carnes penduradas no açougue, aqueles frágeis corpos
Permaneceram ali... até que as vozes ergueram-se na união pela paz!
Hoje
Caminhava pela noite, agora alegre
Entre curiosa e assustada, nessa urbana cidade
Sob os risos, bares abertos, luzes, faróis de carros e motocicletas
E, eu ali encantada.
De volta a vida, observava as pessoas, misturada voltei a viver!
Entre curiosa e assustada, nessa urbana cidade
Sob os risos, bares abertos, luzes, faróis de carros e motocicletas
E, eu ali encantada.
De volta a vida, observava as pessoas, misturada voltei a viver!
quinta-feira, 5 de março de 2015
O Vidraceiro
Estava ela ali novamente, colocando vidros nas janelas, de mais uma casa,
adorava olhar a vida, o movimento
enquanto enquadrava os vidros nas janelas, de mais uma casa.
Olhava e vibrava disfarçadamente.
Lembrava entre u movimento e outro, o trabalho de seu pai. E, pensava, como conseguia, o velho pai
Trabalhar emoldurando imagens, coisas mortas pensava ele, que prazer seu pai tinha em celar,
imagens sem movimento?
Ria, enquanto assistia, o que dentro da casa acontecia, o riso das crianças, a corrida dos cachorros atrás da bola, a televisão ligada num desenho engraçado.
A dona da casa, descuidada vez que outra, enfiava a mão pelo decote
ajeitando o seio... ele baixava os olhos...às vezes... às vezes!
Comunidade pequena, tanto trabalho, sabia tudo de todos
E, todos nada sabiam dele.
Contava as horas, tempo, carregava seus relógios e contava... contava os minutos, segundos, para
que um novo vidro quebrasse,
Desejava que uma pedra perdida estilhasse em partículas o vidro de qualquer casa.
Ele recuperaria, enquadraria o vidro tão perfeitamente, demoraria é claro.
Era seu deleite!
Em sua casa à noite, o material ficava espalhado pela sala, sala branco de gesso branco, misturava-se com o vermelho do seu sangue pelo chão, descuidado pisava com seus pés descalsos, nos cacos de vidros, que cortava, retalhava... era sua obra de arte.
Que composição!
O artista era ele... o vidraceiro, não prendia, somente dividia a vida das pessoas,
mantinha o movimento.
Tomava vida!
Levava tudo na sua retina, com o tempo do movimento nas suas costas assim adormecia...
Sentado na poltrona velha, fechava os olhos e relembrava a vida por trás dos vidros
das janelas... a vida dos outros!
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adorava olhar a vida, o movimento
enquanto enquadrava os vidros nas janelas, de mais uma casa.
Olhava e vibrava disfarçadamente.
Lembrava entre u movimento e outro, o trabalho de seu pai. E, pensava, como conseguia, o velho pai
Trabalhar emoldurando imagens, coisas mortas pensava ele, que prazer seu pai tinha em celar,
imagens sem movimento?
Ria, enquanto assistia, o que dentro da casa acontecia, o riso das crianças, a corrida dos cachorros atrás da bola, a televisão ligada num desenho engraçado.
A dona da casa, descuidada vez que outra, enfiava a mão pelo decote
ajeitando o seio... ele baixava os olhos...às vezes... às vezes!
Comunidade pequena, tanto trabalho, sabia tudo de todos
E, todos nada sabiam dele.
Contava as horas, tempo, carregava seus relógios e contava... contava os minutos, segundos, para
que um novo vidro quebrasse,
Desejava que uma pedra perdida estilhasse em partículas o vidro de qualquer casa.
Ele recuperaria, enquadraria o vidro tão perfeitamente, demoraria é claro.
Era seu deleite!
Em sua casa à noite, o material ficava espalhado pela sala, sala branco de gesso branco, misturava-se com o vermelho do seu sangue pelo chão, descuidado pisava com seus pés descalsos, nos cacos de vidros, que cortava, retalhava... era sua obra de arte.
Que composição!
O artista era ele... o vidraceiro, não prendia, somente dividia a vida das pessoas,
mantinha o movimento.
Tomava vida!
Levava tudo na sua retina, com o tempo do movimento nas suas costas assim adormecia...
Sentado na poltrona velha, fechava os olhos e relembrava a vida por trás dos vidros
das janelas... a vida dos outros!
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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
O Sol entrou
O sol entrou pela fresta da janela, beijando meu rosto de forma tão agradável.
Riscou de luz entrecortada a parede do meu quarto.
Fez desenhos convite vivo para celebrar a vida.
E, eu fui...celebrar a vida....abri a janela!
Riscou de luz entrecortada a parede do meu quarto.
Fez desenhos convite vivo para celebrar a vida.
E, eu fui...celebrar a vida....abri a janela!
Esquina
Engraçado, tudo acontece quando viro á esquina.
Partindo na explosão da vontade, a esquina eterna rebelde envia ruídos
Dói meu ouvido, em todo caso eu vou...por agora eu seguro!
Eu reconheço os ruídos.
Partindo na explosão da vontade, a esquina eterna rebelde envia ruídos
Dói meu ouvido, em todo caso eu vou...por agora eu seguro!
Eu reconheço os ruídos.
Eco
E, sempre ecoa o grito dele, dentro de todo meu ser.
Mas, não celo de vez, essa voz arrastada que procura em vão, me jogar fora da estrada
que tracei reta só para mim.
Navega para longe, fora da enseada voz do mar, agora morto já se faz!
Mas, não celo de vez, essa voz arrastada que procura em vão, me jogar fora da estrada
que tracei reta só para mim.
Navega para longe, fora da enseada voz do mar, agora morto já se faz!
domingo, 25 de maio de 2014
A outra
Fui ali rente as cortinas, olhei através da janela, teu carro lá embaixo, já não me esperava.
Entrou a outra, num vestido apertado, num salto tão alto.
Era bonita a vivente, pobre inocente.
Apaguei a luz, e observei .. depois chorei.
Tem no travesseiro, ainda o teu cheiro que se esvai lentamente.
Entrou a outra, num vestido apertado, num salto tão alto.
Era bonita a vivente, pobre inocente.
Apaguei a luz, e observei .. depois chorei.
Tem no travesseiro, ainda o teu cheiro que se esvai lentamente.
Frio
Hoje deu frio.
Ontem também.
Amanhã não quero esse gelo...
Vou mudar para o estrangeiro, onde o Sol está rindo...
Tem gente dormindo, tem gente escondida.
Tem olhar morno, tem bolo.
Tem vinho, vermelho...
Ontem também.
Amanhã não quero esse gelo...
Vou mudar para o estrangeiro, onde o Sol está rindo...
Tem gente dormindo, tem gente escondida.
Tem olhar morno, tem bolo.
Tem vinho, vermelho...
Ciclo
Vou andando, ora girando, dançando...
Mas, vou andando!
O tempo abre a boca, morde a minha fatia e vai passando...
Eu não noto todo dia.
Ando correndo demais.
Sorrindo demais.
Atrapalhada demais...
Eu me confundo ás vezes... mais diz que é normal.
Mas, vou andando!
O tempo abre a boca, morde a minha fatia e vai passando...
Eu não noto todo dia.
Ando correndo demais.
Sorrindo demais.
Atrapalhada demais...
Eu me confundo ás vezes... mais diz que é normal.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Ilhadas
Mar azul... oceano .
Me faz um vivente
Cheio de planos
O navio atraca.
Do porto, o vai vem dos marinheiros
As jovens moças, de vestidos sedutores, chegam cedo.
Como gaivotas voando em bandos!
Eles os marinheiros descem faceiros... buscando o flerte.
No bar, em frente ao cais, elas entram em pares.
A musica toca,o som da velha máquina, vale um dolar
Eles dançam, entre um drink e outro... uma promessa, um longo beijo.
Noite longa e voraz.
Desejo!
Marcados pelos cheiros dos perfumes delas,
Ao amanhecer eles, retornam.
Elas em bando, ficam no cais, e singelamente abanam.
As gaivotas sobrevoam a ilha... .
Me faz um vivente
Cheio de planos
O navio atraca.
Do porto, o vai vem dos marinheiros
As jovens moças, de vestidos sedutores, chegam cedo.
Como gaivotas voando em bandos!
Eles os marinheiros descem faceiros... buscando o flerte.
No bar, em frente ao cais, elas entram em pares.
A musica toca,o som da velha máquina, vale um dolar
Eles dançam, entre um drink e outro... uma promessa, um longo beijo.
Noite longa e voraz.
Desejo!
Marcados pelos cheiros dos perfumes delas,
Ao amanhecer eles, retornam.
Elas em bando, ficam no cais, e singelamente abanam.
As gaivotas sobrevoam a ilha... .
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